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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Um Marido de Faz de Conta - Julia Quinn


 
                 ⭐⭐⭐⭐⭐
Título: Um marido de faz de conta
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2019

Sinopse:
“Enquanto você dormia…

Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira…
Eu disse a todos que era sua esposa.
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.
Resenha:
Um marido de faz de conta é  segundo livro da série Os Rokesbys  publicada pela  Arqueiro em Janeiro de  2019.
E já começo a resenha dizendo que se você gostou de   Uma dama fora dos padrões, lançado no ano passado, vai se apaixonar pelo segundo título da série. Em  Um marido de faz de conta conhecemos  uma protagonista que foi obrigada pelas circunstâncias a inventar  uma estóriaCecília, a jovem em desespero  disse ter se casado com o melhor amigo do seu irmão, à distância, em um navio, por meio de procuração, e todos acreditaram na história, inclusive o marido, ao acordar praticamente sem a memória recente de um coma. A trama até pode ser de romance mas com pitadas fortes de drama, já que o contexto é  sério, pois o irmão e  o suposto marido de Cecília estavam lutando  na guerra pelo exército britânico na América,  e neste cenário é plausível o casamento ter ocorrido por procuração.

Os motivos  que levam a protagonista  Cecília Harcourt  a tomar tal atitude são coerentes afinal quem não estaria disposta a fazer de tudo por sua família e por si mesma.  
Ela começa a jornada viajando até Nova York , ou seja, atravessou o continente a procura do irmão, que até onde ela acreditava estar  ferido somado a isto temos ainda  a morte do pai e  um primo incoveniente. Ela precisava encontrar Thomas para não ficar sozinha no mundo a mercê do tal primo. Chegando à América, ela não encontra o irmão, mas o amigo dele, o Capitão Rokesby, que está gravemente ferido e precisando de cuidados. Cecília o conhecia pelas cartas enviadas e recebidas  do irmão e quando deu percebeu já estava imersa em sua mentira. O que ela não contava é que ficaria cada vez mais ligada à Edward desejando, quem sabe, ser verdadeiramente a Sra. Rokesby.
Porém ser a Sra. Rokesby pode não ser tão simples, ainda mais quando você precisa mentir para o Rokesby mais gentil, bondoso e honesto.
O casal exerce uma química única e cheia de suspiros. 
Os fãs de Júlia Quinn vão adorar este novo livro e os que não são tão fãs podem ter um boa experiência.

Considerações Finais:
A capa esta tão linda quanto a do primeiro livro da série. O trabalho de revisão e edição seguem o mesmo padrão do anterior.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Uma Dama fora do Padrões - Julia Quinn




Título: Uma Dama Fora dos Padrões
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272

Sinopse:


Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados...
Esta não é uma dessas vezes.   
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia.
Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria...
Ou não.
Há apenas um irmão Rokesby que Billie não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.
Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso...
Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de centelha começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.
"Com um senso de humor fascinante e personagens inesquecíveis, Uma dama fora dos padrões é Julia Quinn em sua melhor forma e certamente será apreciado tanto por fãs de longa data quanto por novas leitoras." – Booklist
"Julia Quinn é incomparável! O primeiro livro da nova série sobre a adorada família Bridgerton é engraçado, charmoso, espirituoso e incrivelmente romântico." – RT Book Reviews.

Resenha:

A diva Julia Quinn esta em uma grande fase, depois do divertido Mais Forte que o Sol, ela retorna com uma nova série Os Rokesbys e para começar nada melhor do que contar a história de Billie Bridgerton e George Rokesby. 
Que casal sensacional!  Este é um livro para rir. Divertido do começo ao fim, Billie é a perfeita dama da sociedade inglesa, recatada, fina, educada, meiga, simplória e comportada. Só que não! Ela é exatamente o oposto, a garota foi feita para ser livre. Sobe em árvores para resgatar gatos, joga croquet com afinco, monta a cavalo usando calças,  administra uma fazenda, tem uma língua afiada e é muito, mas muito mesmo divertida.

" Não é que Billie Bridgerton não tivesse bom senso. Pelo contrário, ela estava certa que era uma das pessoas mais sensatas que conhecia..."

Já George é o típico cavaleiro inglês criado e moldado para ser o dono de todo condado e se tem algo ou alguém que ele não suporta na vida é a incorrigível  Billie.
O livro se desenvolve na clássica rivalidade de gato e rato, onde a química exercida pelo casal é tangível. 

" Ele não estava tratando-a como uma boneca de porcelana. Tratava-a como uma mulher, e ela adorava isto" 

O leitor se vê envolvido na narrativa logo nos primeiros parágrafos e se conecta ao cenário muito bem trabalhado pela Julia como sempre.
Se existe um personagem que vale a pena colocar holofotes sobre ele  é o divertidíssimo, e queridíssimo Andrew Rokesby( um dos irmãos do meio), com certeza esse personagem vai te roubar boas gargalhadas.
Outro ponto alto do livro é o fato de ser um romance campestre, como leitora de romances de época as vezes quero fugir da corte e vivenciar uma história mais leve, simples sem toda pompa e drama da corte.

Considerações Finais:

Com uma narrativa forte e intensa, cheia de boas risadas Julia conduz o leitor a um magnifico passei no campo. 
O trabalho de revisão e edição é bem executado, atentando para a diagramação primorosa. 
Por fim o que falar desta capa? Na minha opnião a mais bonita dos livros da Julia.
Uma Dama fora dos Padrões foi uma experiência íncrivel e só me cabe aguardar ansiosamente pelo segundo título  da série.


terça-feira, 10 de julho de 2018

Mais Forte que o Sol - Julia Quinn


Título: Mais Forte que o Sol
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas:

Sinopse:


Considerada a “rainha dos romances de época” pela Goodreads, Julia Quinn já atingiu a marca de 10 milhões de livros vendidos. Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento. Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu. Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro. No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...



Resenha:

No começo do ano fiz a resenha do Mais lindo que o lua, sinceramente fiquei um pouco frustrada com a Julia Quinn ( uma das melhores escritoras de romances de época), ou seja, comecei esta leitura sem grandes expectativas. Fui recompensada com um grande romance bem a medida das obras de Julia.
 Nesta nova história temos como foco a Eleanor irmã de Victória do primeiro livro. Ellie como prefere ser chamada  é atípica "solteirona" feliz. morando com o pai,, que graças aos céus melhorou muito desde a história de Victoria, ele é viúvo, senso assim,  ela  o ajuda nas tarefas da igreja e de casa, porém seu maior talento é com os investimentos. 

  Sua vida muda de cabeça para baixo quando  alguém, cai de uma árvore, bem em cima dela. Sim meu povo um homem cai do céu!

 " O cabelo dela, pensou de repente. O cabelo de Eleanor era a cor exata do sol em sua hora preferida do dia." 

 É  a partir deste fato que a historia começa.  O homem mais lindo do mundo que desaba de uma arvore é  o Conde Charles Wycombe, um lorde com uma péssima fama. Ela o ajuda, pois ele torceu o pé,a ligação entre os dois é instantânea, afinal ela não é uma garota boba e perfeitinha e Charles se encanta por sua boca sem filtro.
 Uma proposta é feita e capaz de mudar a história de vida destes dois. E como nenhum deles tem nada a perder, melhor se jogar né?
Considerações Finais: 

O livro é envolvente e tem uma narrativa bem fluida. A capa tem todos os elementos importantes do livro.
Neste segundo titulo o trabalho de revisão esta ainda melhor. 

 

quinta-feira, 22 de março de 2018

E viveram felizes para sempre (Julia Quinn)



Sinopse:


     Alguns finais são apenas o começo...
     Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
     Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.
     Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?
     A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.
     Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.

Resenha:

     Mais uma série que se encerra, e com ela uma dorzinha doce no coração. Eu costumo sempre ler sinopses dos livros mas também gosto quando alguém me conta do que se trata uma história, me deixa mais curiosa para ler 😊. Mas o último livro da série da família Bridgerton não segui a regra e qual não foi a surpresa em saber que esse livro não era sobre um novo amor para a matriarca dos Bridgertons? Para mim era só o que se faltava a contar. 
     Ao abrir o livro e perceber que não era sobre isso a história, fiquei um pouco triste.  Mas como a grande maioria dos leitores da Diva Julia Quinn resolvi continuar a ler e ver qual era o seu novo presente para nós. 
     Como são diversos epílogos, um para cada livro lançado, primeiro copiarei a introdução  que é um resumo do que se tratava a história e farei uma breve observação de cada um.

- O Duque e Eu

"No meio de O duque e eu, Simon se recusa a aceitar um pacote de cartas escritas para ele por seu falecido pai, um homem que o tratava com indiferença. Daphne, prevendo que ele pudesse um dia mudar de ideia, pega as cartas e as esconde, mas quando as oferece a Simon no final do livro, ele decide não abri-las. Inicialmente, não pretendia que ele fizesse isso - sempre imaginei que haveria algo muito importante nessas cartas. Mas, quando Daphne as entregou, ficou claro para mim que Simon não precisava ler as palavras do pai. Finalmente não importava mais o que o falecido duque pensava sobre ele.
Os leitores queriam saber o que havia nas cartas, mas devo confessar: eu, não. O que me interessava era o que seria necessário para fazer Simon querer lê-las..."

O que achei...

     Não gostei do livro, aliás foi o único da série que simplesmente não gostei da história, para mim esse não deveria ser o 1º a ser lançado. E concordo com a autora, eu não precisava saber o que havia nas cartas. A história, ou esse segundo epílogo também é chato e continuo achado que por mim... não faz a menor diferença.

- O Visconde que me amava

"Sem dúvida, a cena preferia dos leitores de O Visconde que me amava (e talvez de todos os meus livros) é quando os Bridgertons se reúnem para jogar Pall Mall, a versão do século XIX do croquet. Eles são ferozmente competitivos e desprezam as regras por completo, tendo há muito tempo chegado à conclusão de que a única coisa melhor do que ganhar é garantir que seus irmãos percam. Quando chegou a hora de revisitar os personagens deste livro, eu sabia que tinha de ser uma partida de Pall Mall."


O que achei...

Mais uma vez eu acredito... a série deveria ter começado por esse livro. Muito mais divertido que o primeiro e esse novo epílogo manteve a graça do livro. Ele é ótimo e arrancou deliciosas gargalhadas com o embate de Kate e Anthony pelo famigerado taco da Morte. E o final então... só lendo com um belo sorriso plantado no rosto. Adorei!

- Um perfeito Cavalheiro

"Um perfeito cavalheiro é minha homenagem a Cinderela, mas logo ficou claro que na história original havia um excesso de meias-irmãs perversas. Na minha versão, enquanto Rosamund era maliciosa e cruel, Posy tinha um coração de ouro, e quando a história chegou ao clímax, foi ela quem arriscou tudo para salvar nossa Cinderela. Parece mais do que justo, então, que ela também tenha seu final feliz..."

O que achei...

     O legal deste livro é que você revisita algumas histórias, ao ler essa sinopse lembrei que no início achei essa história também chata. Não que eu não goste do conto da Cinderela mas sou daquelas pessoas que se agarram a uma história e não admitem que outras versões sejam feitas, para mim, quebra o encanto.
    Aqui a autora meio que ainda está tateando sobre o que escrever, pois o início é muita enrolação e pouca ação mas depois ela engrena e termina de forma legal. Não espere um final espetacular mas também não é ruim. 
    Gostei muito de uma frase que deixo aqui transcrita e que é uma grande verdade para a vida.

"Quem nasceu para vintém nunca chega a tostão."

- Para Sir Phillip, com amor

"Não lembro de já ter escrito em outra ocasião sobre crianças tão intrometidas quanto Amanda e Oliver Crane, os solitários filhos gêmeos de Sir Phillip Crane. Parecia impossível que eles pudessem se tornar adultos bem ajustados e sensatos, mas imaginei que, se havia alguém capaz de colocá-los na linha, esse alguém era sua nova madrasta, Eloise (Bridgerton de nascimento) Crane. Havia muito tempo que eu tinha vontade de experimentar escrever em primeira pessoa, então resolvi ver o mundo através dos olhos de uma Amanda adulta. Ela iria se apaixonar, e Phillip e Eloise teriam de ver isso acontecer."


O que achei...

    Relembrando essa história voltei a rir muito, os irmãos Crane eram terríveis mas também divertidíssimos. quando li essa sinopse fiquei bastante empolgada com o proposto pela autora, e não me decepcionei. Ahh! Ela escreve tão bem em 1ª pessoa quanto em 3ª 😉.

*** SPOILER***

     Amanda tem uma paixão fulminante por Charles, sabe aquela sua cara metade? Então, eles ao se conhecerem percebem isso e é encantador de ver o quanto se completam e combinam entre si. É um epílogo curtinho com uma Eloise matriarca e zelosa com seus filhos mesmo que não sejam de sangue e de um final surpreendente.

- O Conde enfeitiçado

"Confesso que, quando escrevi as últimas palavras de O Conde enfeitiçado, nem sequer me ocorreu pensar se Francesca e Michael teriam filhos. A história de amor deles era tão comovente e tão completa que achei que tinha chegado à última página, por assim dizer. Mas, alguns dias depois da publicação do livro, comecei a receber os comentários dos leitores, e todos queriam saber a mesma coisa: Francesca teve o bebê que tanto queria? Quando me sentei para escrever o segundo epílogo, sabia que essa era a pergunta que devia responder..."

O que achei...

Sabe aqueles tios que você queria para pais? Então, para mim Francesca e Michael são esses tios. A história deles é densa, dramática e até bastante triste mas o amor que sentem é de aquecer os corações. Esse novo epílogo é uma história fofa e leve e trouxe um pouco mais desse calorzinho bom tornando as cores desta história mais suaves. Eles mais que mereciam esse final feliz.

- Um beijo inesquecível

"Se eu fosse destacar o final de um dos meus livros sobre o qual os leitores resmungaram muito, seria o de Um beijo inesquecível, quando a filha de Hyacinth encontra os diamantes que a mãe vinha procurando havia mais de uma década... e, então, guarda-os de volta. Pensei que isso seria exatamente o que uma filha de Hyacinth e Gareth faria e, na verdade, não seria uma justiça poética que Hyacinth (uma personagem que é uma figura e tanto) tivesse uma filha exatamente como ela?
Mas, por fim, concordei com os leitores: Hyacinth merecia encontrar os diamantes... um dia."

O que achei...

De volta a caça ao tesouro! Ebaaaa! Também fiquei intrigada com o final desta história. Mas ele faz jus a personalidade tanto de Hyacinth como da Isabella. Como foi bom revisitá-la e rir e torcer para que Hyacinth encontrasse esses benditos diamantes. O final também é surpreendente, não por ela achar os diamantes (ops! SPOILER!) mas a forma como ela encontrou. Amei! Julia Quinn se redimiu com categoria nessa história.

- A Caminho do altar

"Ao escrever os segundos epílogos, tentei responder às perguntas persistentes dos leitores. No caso de A caminho do altar, a pergunta que mais ouvia após a publicação era: Que nomes Gregory e Lucy deram a todos aqueles bebês? Devo admitir que nem eu sei como criar uma história que gire em torno da escolha do nome de nove crianças (não todos de uma vez, pelo menos), então resolvi começar o segundo epílogo bem onde o primeiro termina - com Lucy dando à luz pela última vez. E porque todos - até mesmo os Bridgertons - devem enfrentar dificuldades, não tornei as coisas fáceis..."

O que achei...

Nove filhos? Eu não me lembrava disso! Tive de também revisitar a história. Para mim faltou criatividade nos nomes mas adorei todo o desenrolar da trama com o último parto. Me vi novamente torcendo e sofrendo com eles e todas as consequências são emocionantes. A frase que destaco aqui creio que sirva para o que senti em relação a essa nova visita a uma série linda e marcante.

"São momentos como esses que nos fazem lembrar do que é verdadeiramente importante."


- O Florescer de Violet

"Romances românticos, por definição, se resolvem perfeitamente. O herói e a heroína juram seu amor e fica claro que esse final feliz vai durar para sempre. Isso significa, no entanto, que um autor não pode escrever uma verdadeira continuação; se eu trouxesse de vola o mesmo herói e a mesma heroína de um livro anterior, teria de comprometer seu final feliz antes de lhes assegurar outro.
Então séries de romance são na verdade coleções de spin-offs, com personagens secundários retornando para estrelar seus próprios romances e protagonistas anteriores aparecendo ocasionalmente quando necessário. Raramente um autor tem a chance de ver um personagem crescer ao longo de vários livros.
Foi isso que tornou Violet Bridgerton tão especial. Quando ela apareceu pela primeira vez em O duque e eu, era uma mãe padrão bastante bidimensional. Mas, ao longo de oito livros, tornou-se muito mais. A cada romance dos Bridgertons, algo novo era revelado e, quando terminei A caminho do altar, ela havia se tornado meu personagem preferido da série. Os leitores pediam que se eu escrevesse um final feliz para Violet, mas eu não consegui. Sinceramente, não consegui - realmente não acho que seria capaz de criar um herói bom o suficiente para ela. Mas também queria saber mais sobre Violet e foi com muito amor que escrevi O Florescer de Violet. Espero que gostem."


O que achei...

     No início dessa postagem comentei que não tinha lido a sinopse desse livro e qual não foi a minha surpresa em ver que no final não haveria uma nova história para Violet? 
     Fiquei triste, decepcionada mas ao ler a explicação acima compreendi a autora. Essa é uma história de despedida, de saudades e um forte querer que ela nunca acabe. Mas sabemos que um dia uma história tão complexa e completa como a vida dos Bridgertons tinha de ter um fim. 
     Esse último momento com os Bridgertons nos conta como realmente aconteceu a morte do patriarca da família. É uma história triste, sim, é. Mas também é leve, romântica e com um final lindo que merece reler toda a série, só para deixar aquele gostinho de quero mais. Deixo vocês com uma fala de Edmund Bridgerton. Uma fala que explica tudo que sentimos e que ainda iremos sentir...

"- Tudo a seu tempo, minha querida Sra. Bridgerton. Tudo a seu tempo."












sábado, 27 de janeiro de 2018

Mais lindo que a lua - Irmãs Lyndon I ( Julia Quinn )










Ficha técnica:

Título: Mais Lindo que a Lua
Autor: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

Sinopse:

Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. 
Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim. 
Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. 
E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?
 Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele.
 Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer.
 Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

Resenha:

Júlia é a rainha dos romances de época, sempre inovando mesmo em uma categoria onde se exige ainda mais criatividade. 
Como devoradora dos livros da Júlia, corri para ler este livro, em cerca de três horas terminei a leitura. 

Existe mesmo amor a primeira vista? Quantas " vistas" são precisas para este amor chegar ao " felizes para sempre"?

Quando comecei a ler fiquei preocupada com o desenvolvimento do livro, pois parecia atingir o desfecho lá pela página vinte. Na verdade senti como se lesse dois livros ao invés de um.

O romance se inicia, amadurece e acaba em pouquíssimas páginas.

 Então surge uma nova história e confesso gostei bem mais da segunda onde Victoria se torna uma mulher cheia de traumas e dramas, mais ainda sim uma mocinha maravilhosa. Já Robert do primeiro momento não existe !
 Sério nem em livros esse cara convence, é  muito fictício, assim como a Victoria o segundo Robert me convenceu, aliás ele me ganhou, ele se tornou um libertino com o passar do tempo e tem um coração do tamanho do mundo. 

Os dois se tornam cão e gato, se amando e odiando na mesma intensidade, ele todo machão e ela sem abrir mão de sua independência ( adorei a autora ter trago uma questão tão atual e discutida como os direitos e igualdade das mulheres). As brigas e os beijos desses dois são a cereja do bolo, ri demais com eles e também me emocionei.
   
"Ele se abaixou e a pegou no colo. Ela segurou-se no pescoço dele com
surpreendente rapidez. Agarrava-se a ele com aflição, como se soltá-lo
pudesse significar a diferença entre a vida e a morte.
Ele seguiu para a cama, com a intenção de se sentar e abraçá-la até que
parasse de tremer,.."
  
 Como nos demais livros da autora, a narrativa é majestosa. O trabalho de ambientação nos conecta de cara com a época, cada detalhe é bem trabalhado, assim como a personalidade dos personagens. 

Ao final do livro é impossível não estar apaixonada por este casal e sua história, recomendo e  indico.

Confesso que devido a minha rápida leitura não fiz uma grande analise da escrita e da diagramação, mas posso garantir não ter nenhum erro perceptível e ainda tem uma capa linda.
Se não bastasse tudo isso ainda teremos o segundo livro dois da outra das irmãs Lyndon, estou esperando por uma história ainda melhor se for possível.

Então o que esta esperando? Leiam e comentem o que acharam.
 


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Caminho do Altar (Julia Quinn)


Sinopse:


     Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.
     O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.
     Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?
   A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

Resenha:

     Continuando uma das minhas metas do ano - terminar de ler pelo menos uma coleção. Apresento a vocês o 8º livro da apaixonante série da família Bridgerton. Não sei se é por conta da nostalgia que já começa a se manifestar uma vez que estou quase acabando essa longa série ou se achei mesmo esse o mais fofo dos Bridgertons.
     Desta vez é a história do caçula da família, Gregory. O mais romântico dos irmãos. Com exceção de algumas pontuais descrições exaustivas dos pensamentos e sentimentos do casal que eu particularmente achei desnecessária, a história toda é de se apaixonar. Por isso levou a classificação de 4 livrinhos abertos e não cinco. 
     Gregory é o único dos Bridgerton solteiro, um jovem romântico e que sempre acreditou no amor afinal, todos seus irmãos se casaram apaixonados e com essa premissa ele não poderia esperar que consigo seria diferente. 
     Ao chegar a residência de campo do irmão mais velho, Visconde Anthony Bridgerton, Gregory se apaixona perdidamente pela nuca (!?!) de Hermione Watson. A mais bela de todas as damas que ele jamais ousou em conhecer. O que ele não contava é que junto a ela estava a sua amiga e por que não dizer, irmã de coração Lucinda Abernathy ou simplesmente Lucy. 
     Ainda cego pela paixão repentina, Gregory aceita a ajuda de Lucy para conquistar Hermione, mesmo ela sendo apaixonada por outro. O que ele ainda não tinha se dado conta é que o seu sentimento por Lady Watson não era nada mais do que uma atração. Com um desejo tão forte de se apaixonar Gregory não notou num primeiro momento que na verdade seu amor estava ao seu lado.


Ele perdeu a voz. Não conseguia falar. Não conseguia pensar.
Ah, Deus, de novo não.
– Bridgerton?
Do outro lado da sala, perto da porta, havia três cavalheiros, uma senhora idosa, duas mulheres de meia-idade e...
Ela.
Era ela. E ele estava sendo atraído com tanta força que era como se houvesse uma corda entre os dois. Precisava alcançá-la.
– Bridgerton, foi alguma coisa...
– Perdão – conseguiu dizer Gregory, passando por Trevelstam.
Era ela. Só que... Era uma ela diferente. Não era Hermione Watson. Era... Ele não sabia bem quem – só conseguia ver suas costas. Mas lá estava... aquela mesma sensação a um só tempo terrível e esplêndida, que o deixava zonzo. Em êxtase. Sem ar. E ele a queria.
Foi como sempre imaginara – aquela sensação mágica e arrebatadora de saber que sua vida estava completa, que ela era a garota certa.


       Com reviravoltas mirabolantes e muito divertidas Gregory percebe que seu grande amor é Lucy e literalmente corre para concretiza-lo. Não vou me ater mais a detalhes para não dar spoilers mas super recomendo não só esse livro mas a série toda.