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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Capitães de areia - Jorge Amado



Título: Capitães de areia
Autora: Jorge Amado
Editora: Record
Ano: 2000 Título: Capitães de areia
Autora: Jorge Amado
Editora: Record
Ano: 2000
Páginas: 256


Sinopse: 
Páginas: 256


Sinopse: 



Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. 



Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.



Resenha: 


Primeiramente esse livro foi um dos que mais marcou a minha adolescência. Acho que o li em dois dias. Lembro de carregá-lo para cima e para baixo até terminar. Eu realmente amo essa história. No começo do livro várias reportagens sobre os meninos são mostradas. Todos os conhecem como Capitães de Areia, e a história mostra a individualidade de cada um.

O livro possui um narrador onisciente, dessa forma a leitura flui rapidamente, pois a maneira de escrever do autor te envolve, o tema abordado é o descaso social e faz com que você tenha empatia, compaixão e tristeza e nos faça refletir sobre a nossa realidade.

O livro fala sobre o chefe do grupo, Pedro bala, filho de um grevista que segue a mesma ideologia do pai, o Professor que era um menino que passava a noite lendo e escrevendo, o Gato que é descrito como alguém muito bonito e que intimida os outros, o Sem Pernas que é manco e era utilizado para distrair enquanto a gangue praticava os roubos e Dora a única menina do grupo que sofria por ser órfã e mulher. O livro ainda conta com outros personagens.

Em determinado momento Pedro e Dora acabam sendo presos por assumirem a culpa no lugar de todos. E após os Capitães de Areia libertarem Pedro eles encontram Dora no orfanato que após alguns dias com eles vem a falecer. Em nenhum momento o autor justifica os roubos, apenas mostra as condições de vida deles que como isso influencia diretamente as suas decisões.

E exibe várias contradições sofridas por cada um. Sem Pernas em um dos capítulos entrava nas casas ricas e falava que era órfão para depois os Capitães de areia cometerem um furto. Porém em uma dessas casas ele fica muito mexido já que a família o trata realmente como filho, porém acaba sendo leal aos Capitães de Areia. A falta da presença materna fica muito evidente no livro e como isso pode prejudicar as pessoas.

Trata-se de um livro muito pedido em vestibulares e todos os problemas narrados são presentes até hoje na sociedade e mostra a necessidade de enfrentar e lutar sobre o que o destino nos coloca a prova.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Mas tem mesmo que ser para sempre? -

Título: Mas tem mesmo que ser para sempre?
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 378

Sinopse:

De uma forma divertida, Sophie Kinsella nos mostra que as pessoas que mais conhecemos são aquelas que também mais podem nos surpreender.
Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham todas as características de uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles nem chegam a completar suas frases – um sempre termina a fala do outro.
No entanto, quando os dois vão ao médico um dia, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos... e é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência. Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio.
Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinhas certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: Quem é essa pessoa de verdade?...”.

Resenha:

Quem já leu os livros da Kinsella sabe bem o que é dar boas gargalhadas com um livro, afinal de contas ela escreve as personagens mais divertidas da literatura. Bem era exatamente isto que esperava de Sylvie, uma personagem, complicada divertida e com um toque excêntrico.
Nada disso acontece, nossa protagonista da vez é completamente diferente. Sylvie esta sempre beirando ao drama e torna o livro todo pesado com suas neuras exageradas e sua cisma muitas vezes sem contexto.
Já Dan aparece para deixar o livro mais leve e fluido trazendo as características marcantes da Kinsella como ironia e bom humor.
O livro gira em torno do casamento e da revelação de uma longa vida dos dois. Mas ai surge o questionamento: Felizes para sempre até quando?

" Pensei que conhecesse Dan por dentro e por fora. E, no entanto, aqui esta esse rico veio de paixão que ele nunca compartilhou comigo."

O desespero do casal para procurar e encontrar encontrar formas de preencher tanto tempo juntos dá  origem a um projeto interessante( segundo Sylvie) evitará que eles se afastem ou pirem antes que o tempo passe. Ela propõe ao marido inventarem pequenas surpresas um para o outro de forma aleatória, para manter a relação motivada. E ai quem acha que isso vai dar certo?
É deste gatilho que a história ganha características de drama e um certo suspense.
Mas ai você pergunta:  - Não vou rir? - Sim você irá.
O livro ,me fez vários aspectos questionados. Como: Qual o problema de ter uma família feliz? A felicidade existe de fato? E como reconhecer?  
Minha dica para você ao pegar este livro é: Esqueça o que conhece de Kinsella e abra a sua mente... 

domingo, 14 de outubro de 2018

Austelândia - Shannon Hale



Título: Austelândia
Autora: Shannon Hale
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas:240

Sinopse:

Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita. inteligente e com um bom emprego. guarda um segredo constrangedor: é obcecada pelo Sr. Darcy. personagem criado por Jane Austen. Com uma vida amorosa lamentável. Jane decide aceitar seu destino: noites solitárias no sofá assistindo a Colin Firth em Orgulho e preconceito. .Contudo. ao ganhar uma viagem de férias para Austenlândia. um misterioso lugar onde todos devem se portar como se estivessem em uma obra da consagrada escritora. Jane tem a chance de viver o romance que sempre sonhou. Mas pode a vida imitar a arte?

Resenha:

A muito tempo quero ler este livro e enfim aconteceu. Confesso que estava com fortes expectátivas e não tinha lido nenhuma resenha anterior, sim eu sei que o livro já tem um tempo mas mesmo assim não li nenhuma resenha ou avaliação. Conclusão: Minhas expecttivas não foram alcançadas. Então querido leitor, leia sempre as resenhas e avalições.
Quer dizer então que o livro é ruim? Não, de forma alguma, a história é interssante e leve. Porem amantes de chick-lit, não esperem por um livro divertido, nem sarcastico, ao contrario em varios momentos ele beira ao drama.
A história é de Jane Hayes que tem como padrão de namorado o Sr Darcy, mas é claro nunca conseguiu encontrá-lo em meio a seus romances fracassados.  Tudo na vida dela é acaitável, porém nada é maravilhoso, dramática ela né? Tudo muda apos ganhar uma viagem para um reseort tematico na Inglaterra e o tema é claro, o mundo de Austen. Lá ela se vê em uma imerção na época da regencia com direito a calçolas e espartilhos. Entre o real e fantasia ela precisa se encontrar e deixar seus sonhos para traz e se tornar uma nova Jane.
Neste processo ela descobre a importância do amor próprio e de eliquilibrar as fantasias e a realidade. 

Considerações Finais:

Embora seja um livro leve, várias coisas acabaram incomodando na leitura. Jane passa a maior parte do livro em uma gangorra entre o que ela quer ou não, ela é muito confusa. Outro ponto tenso do livro esta no fato da personagem fazer diversas críticas negativas a Jane Austen e ao fato dela ter morrido solteira. Espera é uma biografia?
O livro tem pontos positivos, como o Sr Nobley, ele faz o leitor continuar a leitura e claro as citações de Jane Austen usadas continuamente no livro.
A capa é linda e remete sim a Jane Austen.
Se você quer um livro leve, romântico e com muitas citações de Jane Austen este é o livro

quarta-feira, 7 de março de 2018

É Assim Que Acaba - Collen Hoover






Título:  É Assim Que Acaba
Autora:  Colleen Hoover
Editora: Galera Record
 Páginas: 368


Sinopse: 

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.

Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.

Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.
Resenha:

Estou completamente ACABADA!




O livro  é narrado do ponto de vista da Lily, uma garota forte e de um coração maravilhoso. Ainda criança se apaixona pelas plantas. Ela adora seu jardim , alias ele é quase sua fonte de escape para o que acontece dentro de casa. 

Crescer em uma cidade pequena onde sua família é vista como "perfeita" pode não ser nada fácil. 

Com a chegada do menino misterioso, Lily se vê vivendo uma nova vida, novos dramas, um grande amiga e o seu primeiro amor.

Sinto a voz dele em meu estômago. Isso não é bom. Vozes deviam parar nos ouvidos, mas as vezes – isso não acontece sempre, na verdade – a voz passa pelos meus ouvidos e reverbera diretamente pelo meu corpo.

Essa garota fica para traz trazendo ao mundo  uma nova mulher, morando na "Melhor cidade" Boston.

Lá ela conhece seu segundo amor...Tá não é assim tão simples o começo do romance com Ryle não é nada comum , afinal enquanto Lily quer um amor dos contos de fadas, Ryle só quer uma noite.

 Não existe essa coisa de pessoas ruins. Somos todos apenas pessoas que as vezes fazem coisas ruins.

Ryle é um residente prestes a se tornar neurocirurgião e claro um gato.  Mas sabe o ditado " quando a esmola é demais o santo desconfia". Então é este o caso. 

As coisas se tornam tensas quando Atlas aparece, na verdade é o contrário é Lily a voltar para a vida de Atlas (adoro mais que tudo). 



Fazendo um adendo para falar do maravilhoso Atlas, ele é protetor, lindo, honesto, teve uma vida terrível mas não se deixou contaminar  por seu passado. A trama se desenvolve em torno deles, principalmente Lily e Ryle.


"Continue nadando" 
                                   Dory
Faz muito tempo que não leio um livro que mexe tanto com meus sentimentos, digo isto porque o livro é intenso. Fui do amor ao ódio em poucas linhas  e depois volta ao amor, num ciclo interminável.

O livro trata de questões familiares muito profundas. Em certos momento fui levada a odiar Collen, não entendia como ela podia permitir situações como as apresentadas, ai lia mais algumas páginas e ficava emocionada. 

Só fui entender mesmo o contexto do livro no final. Mudei minha perspectiva a respeito de uma série de coisas que imaginava conhecer bem. 

Diferente das minhas outras resenhas onde detalho mais o livro, nesta apresento um panorama geral. Seria injusto  dar mais detalhes e talvez cometer a falha de soltar algum spoiler.

Mudei minha visãp da Collen, aprendi uma série de coisas novas, amadureci, ganhei mais compreensão e me tornei mais humana lendo É Assim Que Acaba.

A edição é perfeita, a capa na minha opnião é a mais linda dos livros da CoHo. O trabalho de diagramação também acertou em cheio, ou seja não achei falhas no livro. 

Dei cinco livros abertos, mas este entra na categoria 5 +  1.
Leu? Gostou? Comenta.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Maas)



Sinopse:


     Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
     Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. 
     Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Resenha:


     Essa trilogia é da mesma escritora da série Trono de Vidro, que por sinal está na minha listinha de desejados (Final do ano está aí, pessoal 😁).
   No passado, em Prythian, os seres féericos e os humanos conviviam, mas não pacificamente. Depois de uma guerra devastadora foi assinado um Tratado de Paz onde cada espécie tinha seu território para viver separados somente pela etérea Muralha.
     A aventura começa com Freyre, uma caçadora que sustenta o pai deficiente e duas irmãs com suas caças. Que raiva tive da Nestha por conta da sua arrogância. E confesso que senti um déjà vu de Katniss em Jogos Vorazes nesse início.
     Freyre acaba sendo levada para o mundo féerico por ter matado um lobo que na verdade era um ser féerico. Segundo o Tratado assinado os humanos não poderiam matar os féericos.  A pena? Uma vida por outra vida. E com isso Tamlin, o grão senhor da Corte Primaveril a leva para suas terras. Pelo menos não a mata.
     Em seu “cativeiro” Freyre começa a ter sentimentos contraditórios com seu captor, Tamlin e acaba por se apaixonar. Não vou mais me ater aos detalhes para não estragar a maravilha desta história. Maas nos apresenta um universo fantástico  muito rico e bastante colorido e não se desanime caro leitor. A primeira parte do livro é um pouco cansativa, é verdade. Por conter descrições detalhadas, mas são perfeitamente necessárias. E depois que a história engrena a coisa fica mais fluida e fascinante. Estou louca para ter a continuação (Afinal... Final do ano está aí, pessoal 😁).


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O ódio que você semeia (Angie Thomas)


Sinopse:
 
     Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
     Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
     Não faça movimentos bruscos.
     Deixe sempre as mãos à mostra.
     Só fale quando te perguntarem algo.
     Seja obediente.

     Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
     Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
     Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
     Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
 
Resenha:
 
     Esse é um dos livros que recebemos de cortesia durante a nossa maravilhosa visita ao Grupo Editorial Record (Visita ao Grupo Editorial Record ).
     Mas vamos aos fatos...
     Esse é o primeiro livro lançado pela autora. Ler algo tão fora do meu “padrão de leitura” foi bom para sair da minha zona de conforto. Através da narrativa em 1ª pessoa a personagem Starr, uma típica adolescente americana se vê vivenciando na pele o preconceito e o racismo tão inerente nos EUA ao ser testemunha da morte de seu amigo de infância Khalil por um policial branco. Cito somente aqui o fato do policial branco, pois como bem sabemos em nosso país além deste preconceito racial temos também o social que se encaixaria perfeitamente na história.
     É claro que os maiores destaques foram a forma de como a autora expões aquele racismo intrínseco que nem mesmo a pessoa se dá conta de que é racismo. E a descrição em detalhes, vista de outro ângulo, dos conflitos nos bairros que se revoltam com tantas injustiças. Ver na televisão as manifestações nas ruas, os tumultos com bombas, brigas, badernas e quebra-quebras é totalmente diferente do que se é passado no livro. É a visão de dentro das agitações que explicam em muito tudo o título do livro.
     O livro tá na dosagem perfeita. Não há o que mudar, acrescentar ou retirar da história. É claro que eu faria um final diferente, talvez matando mais um personagem. Só para causar mais impacto. Mas isso é só um ponto de vista diferente. A mensagem que ele passa é clara e perfeita.
     Esse é daqueles livros que todos devem ler, parar para pensar e tentar mudar nem que seja um pouquinho sua forma de agir. Para mim foi bom pois, saí da minha zona de conforto.