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terça-feira, 13 de novembro de 2018

12 Anos de Escravidão - Solomon Northup






Título: 12 Anos de Escravidão
Autor: Solomon Northup
Editora: Penguin e Companhia das Letras
Páginas: 232
Ano: 2014

Sinopse: 

Doze anos de Escravidão narra a história real de Solomon Northup, negro americano nascido livre que, por conta de uma proposta de emprego, abandona a segurança do Norte e acaba sendo sequestrado e vendido como escravo. Durante os doze anos que se seguiram ele foi submetido a trabalhos forçados em diversas fazendas na Louisiana. Este relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best-seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos períodos mais nebulosos da história dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, esta obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão.


Resenha:

Solomon Northup foi um homem que nasceu livre. Casou-se, teve três filhos, e era considerado honesto. Morava no norte dos Estados Unidos - a parte do país que não era escravocrata em 1841.  Sua História começa a mudar a parit  do dia, foi convidado por dois homens para viajar com eles em direção ao sul - local em que a escravidão ainda existia de maneira bem marcante. Eles afirmaram fazer parte de um grupo de shows itinerantes. Só que durante essa viagem pretendiam fazer apresentações ocasionais, em que a música faria muita diferença, por isso procuraram   Solomon, devido ao seu talento com o violino, para que o mesmo se apresentasse com eles em seu trajeto, garantindo que pagariam seu retorno ao lar, além de um valor diário mesmo se não se apresentassem. Ele então decide partir com os desconhecidos, sem nem ao menos avisar sua família, já que a esposa estava viajando também a trabalho e seus filhos estavam com parentes. Durante a viagem é surpreendido, quando um dia, depois de beber com os homens com quem já convivia há um certo tempo, começou a se sentir muito mal. Depois disso, só se lembrava de ter sido retirado de seu quarto por vários outros homens que afirmavam que o levariam ao médico. Quando acordou, teve uma ingrata surpresa: tinha sido acorrentado em um lugar certamente nada atrativo. 

Foi informado de que era escravo, e ao afirmar ser um homem livre, foi torturado até parar de insistir no assunto. Assim começaram seus doze anos de escravidão, tempo em que, apesar de nutrir bem no fundo uma esperança de ter sua liberdade de volta, teve que se reinventar para sobreviver em um meio em que deixou de ser visto como um ser humano, e passou a ser considerado um bem descartável, ou seja, um escravo. Pode ser considerado incomum vermos nas narrativas que abordam a escravidão uma história como essa - a história de um homem que foi sequestrado e perdeu instantaneamente o direito à sua liberdade e humanidade. Apesar disso, Solomon conta sua história com um distanciamento impressionante. É como se não tivesse realmente estado lá - como se Platt, o nome pelo qual se tornou conhecido ao ser transformado em escravo, fosse uma outra pessoa.
 O livro em si relata uma história triste, de sofrimentos e angústias de um homem que, fora privado de sua liberdade, lutou com todas suas forças para  sobreviver dia após dia. Sofrendo de várias enfermidades, de ameaças à sua vida e de violência física e moral, é um relato muitíssimo bem escrito e detalhado sobre o que é se tornar um escravo e passar os dias naquela terrível e assombrosa realidade.  
Particularmente considerei um livro inestimável, sensivel e uma leitura  para todos que procuram conhecer a cerca sobre uma época cheia de contradições e barbaridades ainda desconhecidas pelo publico em geral. Solomon traz  um resgate dos mais profundos sentimentos que o tornam ainda mias humano.

domingo, 11 de novembro de 2018

Ao Sul de lugar nenhum (Charles Bukowski)




O velho safado, ou velho Buk, também conhecido por aí como Bukowski, nascido na Alemanha e criado nos Estados Unidos, foi um poeta, contista, romancista, faxineiro, carteiro, algumas profissões só para começar a lista, que marcou época por seu estilo marginal e tão forte que (1) não dá para ler sem que se faça uma caretinha um pouco disfarçada, de canto, com os olhos arregalados e focados no chão, e que (2) faz a gente ler escondido de todo mundo.
Apesar de ter cultivado o hábito de escrita desde a adolescência, só conseguiu se profissionalizar bem velho, com quase 60 anos. Quando jovem, seus trabalhos eram frequentemente recusados pelas editoras e revistas. Aliás, começou com a literatura quando seu pai, também Bukowski, um homem amargo, violento e autoritário, deu uma máquina de escrever para ele – só que não aguentou o que leu depois, por isso, ao conhecer os escritos do filho, expulsou o garoto de casa.

Podemos começar a desbravar esses contos por meio de Ao sul de lugar nenhum, uma coletânea lançada em 1973 na qual se encontram os absurdos mais nojentos e as qualidades mais marcantes do velho Buk.

Sinopse de Ao Sul de lugar nenhum

Na maioria dos contos, o protagonista é Henry Chinasky, o personagem mais conhecido do autor. Você também pode deixar de chama-lo de personagem e trocar para pseudônimo, porque, abertamente, o estilo de Bukowsky é muito autobiográfico. Chinasky é Bukowsky, um escritor maldito, um pária, um velho alcóolatra e escroto com cara achatada que se vê em situações ridículas e escreve ótimos contos, que, complementados com algumas louças em restaurantes, conseguem garantir o dinheiro da bebedeira e das apostas em corridas de cavalo.

Mas Bukowsky se deixa um pouco de lado em alguns momentos, também decisivos para você compreender quem é o velho como contista (não o conheço como poeta). Big Bart é o protagonista do conto Pare de olhar para as minhas tetas, senhor, um homem do velho oeste que vive para matar índios e transar. Aqui a gente já começa a perceber que a primeira parte do livro é MUITO PESADA. Estupro é um tema recorrente, então, recomendo que, se não tiver estômago para isso, passe para a segunda parte do livro, que inclusive é bem melhor do que a primeira.
Mas o livro serve, também, para mostrar como Bukowsky escreve bem e de maneira envolvente. A síntese da segunda parte do livro está no último conto, Confissões de um homem suficientemente insano para viver, em que Chinasky está no auge da decadência, é despedido de mais um quarto e parte para outro hotel para retomar a farra, agora acompanhado de K., uma ex-showgirl. Além disso, quando Chinasky precisa se submeter a uma cirurgia de hemorroidas, o escritor faz uma descrição descarnada do cotidiano hospitalar. Vale muito à pena ler este conto.

O que ficou do que passou

Em minha leitura, dividi o livro em duas partes. A primeira parte do livro parece ter sido escrita trinta anos antes da segunda. A escrita é tão simples, crua e forte como todo o restante da obra, mas o estilo é outro, um pouco mais corrido e dentro de certo fluxo de consciência; já os temas são nojentos, para não dizer ilegíveis. Personagens mulheres sem muito desenvolvimento (poucas exceções) que só gostam de homens durões, chegando ao absurdo de gostarem de terem sido estupradas, decadentes homens-cópias uns dos outros e cenas lamentáveis.
Apesar disso, o conto que apresenta Chinasky (não me lembro qual o título), é muito bom mesmo. Traduzindo: se você não quer ver um apanhado de nojeiras doentis e pervertidas, não leia a metade inicial. Foi bem difícil para mim, mas, como finalmente tinha chegado a hora de eu lidar com Bukowsky, resolvi encarar.
A segunda parte, porém, mostra um Bukowsky com um estilo bacana de escrever os contos, separando-os por capítulos numerados e bem concisos, transportando o minimalismo de suas frases para a estrutura geral, em contos capitulados. E mais complexos, com histórias mais bem ambientadas e desenvolvidas.
Apesar dos temas não terem relação de causas uns com os outros, as histórias giram em torno da decadência de um Chinasky que havia sido construído no começo e metade do livro. Aqui o livro é bem melhor, porque Buk prefere criar e desenvolver personagens que fazem mais mal a si mesmos do que aos outros. A velha ordem do escritor teuto-alemão, porém, continua a mesma: protagonistas homens, boêmios, marginais.
Nos pontos altos, então, como expliquei acima, o livro é realmente surpreendente. Para quem, assim como eu, só conhecia alguns trechos desconexos de poesias obscuras do autor, serve muito bem como uma mostra do que ele pode nos deixar de nojo e de admiração. Aproveite com cuidados como os que citei e outros não citados, e boa leitura!




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O Fantástico Paradoxo de Ouro Fundo (J. Eff)



Sinopse:

     Repleto de aventura e mistério, o Fantástico Paradoxo de Ouro Fundo acompanha a jovem Anarina e seus inseparáveis amigos Filipe e Choco, enquanto investigam estranhos acontecimentos que mergulharam a cidade em caos e medo.
     Uma inexplicável explosão e o desaparecimento de algumas crianças coincide com a chegada de um circo itinerante que parece esconder um segredo bizarro.
     Conseguirão os três amigos desvendar este perigoso mistério antes que ele consuma sua cidade?
     Desafie-se a descobrir a verdade em O Fantástico Paradoxo de Ouro Fundo
.

Resenha:

     Como é bom saber que o futuro da literatura fantástica ainda está garantido por algum tempo. Em sua primeira história publicada por uma editora J. Eff mostra que veio ao Mundo Fantástico para ficar. 
     Uma história simples mas cativante onde você simplesmente não consegue largar querendo saber o que virá no próximo capítulo, com uma supresa e mais e mais suspenses.
     O Fantástico Paradoxo de Ouro Fundo trás a história de três crianças: Anarina, Filipe e Choco. Ela. com um nome estranho, não tinha como não ser uma ruivinha espivitada cujo apelido dado pelos amigos cai como uma luva. Filipe se mostra como uma mistura de nerd e Professor Pardal mas o Choco foi quem mais me cativou, com sua inocência e sinceridade é aquele amigo que você faz questão de ter ao seu lado, seja nas aventuras ou na fiel e forte amizade que eles têm.
     Os três amigos se vêem diante de uma intrigante história, com a chegada de um misterioso Circo, uma inexplicável explosão na escola em que estudam e o enigmático desaparecimento de crianças da cidade em que vivem. Nada detêm o trio em busca de explicações de tão bizarros fatos. 
     Com sutis abordagens sobre a educação e cuidados que devemos ter com a educação e a formação de nossas crianças esse livro vem com uma linguagem fácil e dinâmica prendendo o leitor até a última página.
     Definitivamente é um livro não só para as crianças e adolescentes mas para um bom amante de fantasia e ficção científica esse livro vem a agradar a todos. Super recomendo. E que venham mais obras de J. Eff.
     


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Júlia - Anne Marck





Titulo: Júlia
Autora: Anne Marck
Ano: 2018

Sinopse: 


No primeiro livro, "Júlia", uma advogada independente, solteira, que vive sua regrada vida dentro dos limites, recebe a oportunidade de escapar da atual rotina para um refúgio de alguns dias numa bela fazenda em comemoração ao casamento de um amigo de infância das amigas. Ao chegarem, elas descobrem que o local é um paraíso. Pelo que tudo indica, serão sete dias de descanso e festas. Então o plano é simples: relaxar e aproveitar o bom tempo... até que uma inocente brincadeira entre elas coloca Júlia na linha de fogo do furacão Frederico, um homem realmente impressionante, porém, de péssimo temperamento. 
Júlia verá sua zona de conforto implodir e descobrirá que Frederico não é o tipo de sujeito que se deixa usar, não sem lhe ensinar uma boa lição: não aposte sentimentos, menina, você pode perder. 
Venha se aventurar com essas amigas e se apaixonar por um furacão tão quente quanto tempestuoso.



Este livro pertence a série “Renda-se”, que fala de um quarteto de amigas Júlia, Alice, Katarina e Priscila, traz ao leitor quatro histórias de amor, descobertas e superação, apresentando um novo sentido à palavra amizade.



Resenha:



O livro fala de Júlia, uma advogada frustrada que após a desistência do seu irmão mais velho de seguir carreira em advocacia se vê obrigada a continuar trabalhando no escritório da família. Sua vida muda completamente quando um casamento de um amigo com uma festa de uma semana em uma fazenda faz o seu mundo se chocar com Frederico.

Frederico é um grande empresário que sofreu uma grande decepção amorosa, pois seu ex-noiva o traiu com seu maior concorrente. Assim ele se torna um cara frio e que resolve não se envolver seriamente com nenhuma mulher.
Tudo muda completamente quando em uma aposta perdida Júlia tem a missão de se envolver até o final dessa festa com um homem escolhido por suas amigas. O que ninguém imaginava é que Frederico escutou toda a aposta e que ele era o cara em questão.
Ele resolve cooperar com essa questão e ele e Júlia se envolvem, mas é óbvio que ele fica muito chateado porque diversas vezes ele deu a oportunidade para ela confessar essa aposta, mas por estar muito envergonhada ela não o faz.
Os dois ficam nessa brincadeira que acaba balançando o coração de ambos, mas Frederico que já foi traído de forma cruel humilha Júlia e acha que está fazendo seu melhor.
Mas ele descobre o seu engano e agora tem que enfrentar o orgulho e a indiferença de uma mulher ferida. Será que esse casal encontrará o seu merecido final feliz. Leia o livro, pois ele é ótimo!!!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Nos bastidores da fama (Layla Casanova)


Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Ficha técnica:
Autor: Layla Casanova
Editora: Independente
Páginas: 204

Resenha: Lucy Rigby é uma atriz com carreira em ascensão que conquista o papel mais importante da sua vida: interpretar Cassie, a protagonista da série Dinastia, adaptação do livro preferido seu e de sua mãe. Melhor que isso? Seu par é Jasper Whitman, seu crush de adolescência, conhecido também por boatos constantes de flerte/ficadas com companheiras de cena, apesar de namorar uma outra estrela do cinema há dois anos. Acompanhada de sua empresária e melhor amiga, Mabel, Lucy constrói uma relação ótima com todo elenco e conquista a confiança e o carinho também de Jasper. Mas essa relação próxima do casal causa uma confusão na cabeça da mocinha, e ela vive um dilema entre ator e personagem que dura o livro inteiro. Conforme o sentimento de ambos vai sendo construído sutilmente (ponto MUITO positivo da autora), Lucy fica se perguntando se a paixão é por Jasper ou por Fred (seu personagem na série), enquanto Jasper leva tudo numa leveza que transborda na trama e define o livro. Com músicas dos Beatles inseridas pelo mocinho, Lucy vai aprendendo a viver mais offline, sem se preocupar tanto com o fandom alheio e nós, leitores, vamos acompanhando a vida das estrelas, com suas dores e delícias.
Uma leitura maravilhosa, tranquilamente uma das melhores do ano.

domingo, 4 de novembro de 2018

Sobre a escrita: a arte em memórias (Stephen King)




Stephen King é um escritor em tempo integral, roteirista quando lhe dá vontade, leitor insaciável e um crítico tão duro quanto os que o fazem sofrer toda vez que lança algo mediano - ocupações que fazem dele o autor que mais me fascina atualmente. Apesar de ser “apenas” o rei do terror, o horripilante romancista também tem vários trabalhos na área da ficção científica, outros muito interessantes de não-ficção e até uma ou outra obrinha com casaizinhos fofinhos que, se eu ler sem que saiba quem é o autor, nunca me arriscaria a dizer que é dele, além de, cá entre nós, ter nos deixado até livros ruins também.
Mas o assunto hoje não é a ficção, que o tornou mundialmente conhecido, e sim Sobre a Escrita: A arte em Memórias, um livro de não-ficção que mescla autobiografia com, digamos, algumas dicas apresentadas de maneira bem divertida sobre o que um escritor iniciante pode e não pode fazer para que seu trabalho siga em frente.

Sinopse

Contando desde quando se tornou conhecido por escrever livretinhos na escola com histórias nada exemplares e por isso ter recebido críticas mais que letais da direção da escola, também sobre os romances inteiros que escreveu sob efeito de álcool e cocaína, também como se limpou completamente e tocou a sua vida com lucidez, King introduz elementos simples e mais complexos acerca de como se escrever um texto em que o leitor dê suspiros, risadas, receba sustos e derrame lágrimas.
O escritor estadunidense parte da definição do que é escrita: para ele, é nada mais nada menos do que telepatia, pois não dá para saber de onde vem e como se materializa os fluxos de pensamento de quem escreve. Além disso, existe uma ressalva: não é possível você aprender a ser o melhor escritor, mas, se escreve mal, é possível aprender a escrever; caso escreva medianamente, é possível, com dedicação, aprender a escrever bem; se você escreve bem, é possível, também com dedicação, aprender a escrever com excelência.
Uma das dicas mais importantes é a criação de uma caixa de ferramentas igual à de um relojoeiro, um compartimento cultural com itens diversificados como um vocabulário bacana, filmes, livros –  ah, livros! Especialmente livros –, séries e o consumo diário de fontes culturais que te interessem. Além disso, sem a disciplina de escrever, não dá para aprender a escrever. Ler e observar é indispensável, mas escrever é essencial.

O que ficou do que passou

King ensina por meio de histórias, o que é muito atrativo para o jeito como apreendemos o mundo. Nossa válvula de absorção de conhecimento engrena melhor com narrativas. É uma maneira leve de se passar alguma mensagem, um tipo de transmissão de ensinamentos que vem passando e passando desde nossos ancestrais.
A liberdade criativa de Stephen King, dentro de um livro que uma pessoa lê para ter mais base pra escrita, faz com que este seja a melhor leitura quando o assunto é se aprofundar nos mecanismos de escrita de ficção e de outros textos. Os capítulos fluem como se estivéssemos em uma conversa agradável sobre temas ácidos e intrigantes com... o rei do terror!: um velho que escreveu um livro sobre a arte de escrever pouco antes e até depois do acidente que quase tirou a sua vida (não conto mais nada, se você quiser saber mais, leia o livro! Haha)
A gente chega em Sobre a escrita para avaliar a própria escrita e tentar melhorá-la, mas, durante a leitura, a ideia muda um pouco e King vira um personagem de King! Sim, a história dele nos pega de surpresa e, de repente, é sobre ela que queremos ler. Você vai descobrir que um escritor e leitor de décadas e mais décadas de experiência e sucesso não passa de mais um humano, como nós mesmos, que teve que lidar com muita produção ruim até que se sentisse um pouquinho só satisfeito consigo mesmo.







sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Coração em Chamas (Aline Sant'Ana)

Imagem relacionada


Sinopse:

     Já se perguntou quem é a mente luxuriosa por trás do exótico cruzeiro Heart On Fire?
    Jude Wolf é capitão da marinha e tem uma vida regrada, mas sua personalidade destoa muito disso. Ousado, criativo, rico… ele possui um sonho. Jude quer ser empresário, mas de nada simples, ele quer que o mundo caia aos seus pés. Só falta aquela ideia que fará seu coração acelerar com força.
     O problema é que a faísca que tanto precisa não está em seu cérebro, mas sim em um par de pernas maravilhosas com nome e sobrenome: Courtney Hill.
    Uma festa. Um encontro. Uma ideia ousada.
     Tudo o que eles têm.
     Felizmente, forte o suficiente para mudar suas vidas.
     Descubra como o cruzeiro erótico surgiu e o romance por trás dos bastidores.
     Você está preparado?
     Seja bem-vindo ao Heart On Fire.
     O cruzeiro que deixará o seu coração em chamas.

Resenha:



"Jude Wolf não desonraria sua promessa."

     Acode que o barco tá pegando fogo!
     Brincadeiras a parte essa frase tem um pouco de verdade. Aline Sant'Ana nos presenteia com um spin-off da série Viajando com Rockstars onde tomamos conhecimento de como foi criado o cruzeiro erótico que foi o início de toda essa loucura que é a The M's.
     Aqui somos obrigadas a nos apaixonar por Jude Wolf, um capitão da marinha para lá de quente e seu romance/empreendimento com Courtney Hill. Para mim a mocinha mais independente e segura que já conheci. A mulher não é bolinho não. Ela topa qualquer parada e não tem o mínimo pudor em expor isso a quem quer que seja. Eu não teria nem a metade de seu desprendimento. Fato.


"Antes de tê-lo, já fui capaz de amá-lo."


     Se já estava apaixonada por Carter, Zane e Yan o que falar de Jude?  Um homem de farda sempre será UM HOMEM DE FARDA! E eu sou filha de militar, da Marinha i nclusive, então ao ler a descrição detalhada da beleza optica em ver Jude fardado não tinha como não lembrar do quanto é bonita uma farda bem passada, e se for "bem recheada" então? Suspiros e mais suspiros.
     O que me chamou a atenção nessa história é que não existe problemas graves, grandes empencilhos ou mesmo um(a) rival que apronte para separar o casal. O romance de Jude e Courtney é simples e plausível, e como todo bom romance, é claro que eles ficam separados mas ... nem tão separados assim. Achei muito legal a história deles, saiu daquele "lugar comum": mocinho e mocinha se apaixonam, vem um(a) FDP e consegue separar os dois, eles sofrem mas no final tudo se esclarece e o amor vence. Não. A história de Coração em Chamas fala de sonhos, conquistas mas também de respeito a individualidade e perseverança. Um romance hot com um quê diferente. 
     Você pode ler independente se leu ou não os outros livros da série. Ele não dá nenhum spoiler das outras histórias. Mas não pode deixar de conhecer esse mar nunca antes navegado.
     Agora se você curte mas ainda não leu as histórias de Carter, Zane e Yan. Venha conferir nossas resenhas aqui:


     Infelizmente não temos a resenha do 1º livro da série -  Sete dias com você, que conta justamente como a The M's foi parar no cruzeiro erótico de Jude Wolf pois o blog ainda não existia mas nada impede de você já começar a ler essa história para lá de sucesso.