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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O ódio que você semeia (Angie Thomas)


Sinopse:
 
     Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
     Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
     Não faça movimentos bruscos.
     Deixe sempre as mãos à mostra.
     Só fale quando te perguntarem algo.
     Seja obediente.

     Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
     Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
     Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
     Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
 
Resenha:
 
     Esse é um dos livros que recebemos de cortesia durante a nossa maravilhosa visita ao Grupo Editorial Record (Visita ao Grupo Editorial Record ).
     Mas vamos aos fatos...
     Esse é o primeiro livro lançado pela autora. Ler algo tão fora do meu “padrão de leitura” foi bom para sair da minha zona de conforto. Através da narrativa em 1ª pessoa a personagem Starr, uma típica adolescente americana se vê vivenciando na pele o preconceito e o racismo tão inerente nos EUA ao ser testemunha da morte de seu amigo de infância Khalil por um policial branco. Cito somente aqui o fato do policial branco, pois como bem sabemos em nosso país além deste preconceito racial temos também o social que se encaixaria perfeitamente na história.
     É claro que os maiores destaques foram a forma de como a autora expões aquele racismo intrínseco que nem mesmo a pessoa se dá conta de que é racismo. E a descrição em detalhes, vista de outro ângulo, dos conflitos nos bairros que se revoltam com tantas injustiças. Ver na televisão as manifestações nas ruas, os tumultos com bombas, brigas, badernas e quebra-quebras é totalmente diferente do que se é passado no livro. É a visão de dentro das agitações que explicam em muito tudo o título do livro.
     O livro tá na dosagem perfeita. Não há o que mudar, acrescentar ou retirar da história. É claro que eu faria um final diferente, talvez matando mais um personagem. Só para causar mais impacto. Mas isso é só um ponto de vista diferente. A mensagem que ele passa é clara e perfeita.
     Esse é daqueles livros que todos devem ler, parar para pensar e tentar mudar nem que seja um pouquinho sua forma de agir. Para mim foi bom pois, saí da minha zona de conforto.

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