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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Memória da água (Emmi Itäranta)


Sinopse:

     Num futuro distante, depois de muitas guerras, a Europa foi dominada pela China, e o bem mais precioso dos tempos antigos se tornou tão escasso quanto a liberdade. A água passou a ser controlada e distribuída em cotas pelos militares. 
     Noria é filha de um mestre do chá, uma profissão muito antiga que tem conhecimento sobre a localização das nascentes de água. Ela está sendo treinada para substituir o pai, e dentre todos os ensinamentos, ele revela à filha seu maior segredo: uma fonte natural escondida que fornece água para a família. 
     Desamparada em um mundo destruído, ela começa a questionar o significado de tamanho privilégio. Guardar esse segredo é negar ajuda ao restante de população, e ajudá-los é colocar em risco a própria vida: os militares punem severamente quem for descoberto desfrutando de alguma fonte ilegal de água. 
     Como o pai a ensinou, é preciso ter sabedoria para compreender o verdadeiro poder da água. Mas Noria também aprendeu que a sabedoria representa, acima de tudo, o poder de decidir seu próprio destino, a escolha entre lutar e se entregar.

Resenha:


"A Memória tem sua própria versão dos fatos."

     Essa distopia é um grande alerta para a humanidade pois trata da importância da água em nossas vidas. Em um mundo pós apocaliptico a geografia do planeta tinha mudado e com ela toda sua população também mudou seu modo de viver.

"No antigo mapa, os Polos Norte e Sul eram pintados de branco. Essa era a cor que apontava a pressença de gelo, o chamado gelo eterno - antes de descobrirem que não havia nada de eterno nele. Quase no final da era do mundo antigo, o planeta havia sofrido um forte aquecimento e os mares tinham subido mais do que qualquer um poderia imaginar. Tempestades destruíram continentes e as pessoas abandonaram suas casas, buscando áreas em que ainda houvesse terra firme. Durante as últimas guerras do petróleo, um enorme acidente contaminou a maior parte de reservas de água doce das antigas Noruega e Suécia, tornando suas áreas inabitáveis."

     Acendeu alguma luzinha na sua mente? Pois é...
     A narrativa trás Noria, filha única de uma cientísta e um Mestre do chá - que após se ver sozinha e com a incumbência de manter em segredo uma fonte de água potável começa a questionar governo e até a si mesma do direito desta restrição.
     A história é por muitas vezes detalhista e cansativa demais mas creio ser proposital uma vez que a Cerimônia do Chá ter todo um ritual detalhista e metódico auto-justificável. 

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     "Os mestres do chá do mundo antigo conheciam histórias que já foram quase completamente esquecidas... Uma delas está registrada em todos os livros dos mestres do chá que eu mantinha em casa. É uma história que conta que a água tem sua própria consciência e carrega em si a memória de tudo que já aconteceu no mundo, desde quando não existiam huanos até o dia de hoje, uma memória que vai se gravando conforme o tempo avança."

     Isso por diversas vezes é desanimador de se continuar a leitura mas caro leitor, continue, pois a história é boa mas principalmente nos faz questionar sobre o modo que vivemos e que tratamos tudo ao nosso redor.
     Infelizmente a história acaba com questionamentos do tipo: o que estava realmente gravado nos cds? O que as meninas descobriram da expedição? O livro dá a entender que terá continuação. Assim espero.


"Muitas histórias se perdem, e poucas das que permanecem são verdadeiras."

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